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Três meses e uma semana.
98 dias sem nadar e uma vontade imensa de voltar.
Aconteceu!
Com algumas recomendações, a dermatologista deu-lhe "alta"!

Lá fomos nós à procura de uns óculos de silicone, menos agressivos ao olho, e maiores para que não assentem na zona da pálpebra. Continuam lá 3 pequenos nódulos que se suspeitam ser foliculares e provocados pela agressiva infecção. Daí termos de encontrar novas alternativas quanto ao material a usar. O mercado tem algumas soluções e foi relativamente fácil resolver este assunto.

Daqui por diante e sempre, conselho de dermatologista, é aplicar vaselina na zona dos olhos. Para além da hidratação reconhecida, funciona como um creme-barreira contra bichos que possam andar onde não devem. 

O desafio agora é aceitar que o corpo perdeu resistência e que não está apto a responder às solicitações de antes. Acontece com qualquer pessoa. Pára a actividade física e depois é um sarilho para recuperar aquele estágio onde se estava antes de parar. Um adulto, mesmo que se frustre, tem uma maior capacidade de se adaptar à nova realidade e começar de novo, sem grandes dramas. Mas parece-me difícil explicar isto a uma criança. Já lhe disse que isto agora é um treino de cada vez e que não faz mal não conseguir fazer as tarefas como antes.

Mas consigo entender o que é querer acompanhar os pares e não conseguir. Sentir a respiração a interferir com os músculos, a cabeça a perder o foco, o pânico. É aqui que vamos e temos de trabalhar. Na frente física, que há-de vir aos poucos, e na confiança de que será capaz, mesmo quando sinta que as coisas nunca mais serão iguais.

Nada é para sempre, minha querida, o bom e o mau. E esta fase vai passar. Voltaste ao teu elemento e deves estar feliz por poderes fazê-lo. O resto vem com o tempo, com essa vontade que te reconheço e com essa coragem de pessoa pequenina que, na verdade, é muito grande.

A lagriminha de mãe já está aqui a espreitar. Mas esse também é o meu papel, não é? 



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